O pessoal do canal do youtube 8-Bit Cinema pegou o conteúdo da série sucesso de crítica e audiência, Stranger Things, e transformou em algo inspirado nos jogos 8bits.
Um dos mais recentes sucessos do Netflix, a série é ambientada no início dos anos 80 e que tem como uma de suas influências jogos de videogame, por isso nada mais adequado do que reimaginar a série no formato dos jogos daquela época.
Alerta: obviamente o vídeo está repleto de spoilers dos acontecimentos principais da série. Portanto veja apenas se já tiver terminado de assistir Stranger Things ou não se importar com as revelações.
Enquanto não chega a 2ª temporada, que já foi confirmada pelo Netflix com um teaser, o jeito é seguir consumindo os materiais feitos pelos fãs e torcer pra esse ano passar logo! A estreia será em 2017.
Mesmo após ser cancelada sem mais nem menos, deixando assim milhares de fãs órfãos, a série de terror e fantasia, Penny Dreadful, não cairá tão facilmente no esquecimento. Exibida nos Estados Unidos pelo canal Showtime e no Brasil pela HBO, a série foi criada por John Logan e produzida por ele e Sam Mendes, estrelando Eva Green.
Para quem não conhece, a série entrelaça as origens de vários personagens famosos da literatura de terror como o Dr. Victor Frankenstein (do romance Frankenstein, de Mary Shelley), Van Helsing e a figura do vampiro (personagens presentes em Drácula, de Bram Stoker) e Dorian Gray (da obra O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde), além de trazer também lendas urbanas, como Jack o Estripador, e seres místicos (lobisomens e bruxas) que, juntos, compões uma assombrosa Londres vitoriana.
O título da série se refere aos Penny Dreadfuls, publicações de ficção e terror que eram vendidas na Inglaterra do século 19. Por serem histórias que custavam um centavo, tinham como apelido “centavos do terror”.
Para a acalmar o coração dos fãs que ficaram totalmente desesperados com o fim da série, uma boa notícia: a editora inglesa Titan Comics, conhecida por títulos licenciados de franquias como Doctor Who, The Blacklist e recentemente Assassin’s Creed, lançou também quadrinhos de Penny Dreadful!
A HQ é um prelúdio que mostra os eventos que levaram Vanessa (Eva Green) a procurar Mina Harker, sua amiga de infância que estava desaparecida. Isso leva à revelação da natureza dos vampiros que infestam a Londres Vitoriana. A arte é de Louie de Martinis e o roteiro é da mesma equipe da série.
E aí, o que acharam? Deu para matar um pouquinho a saudade da série? Conforme os próximos volumes forem sendo traduzidos para o português nós os postaremos aqui no NerdSide Blog! Por isso, fiquem atentos na página do facebook!
Preacher estreou no último dia 22 de maio, pelo canal AMC, o mesmo que adaptou The Walking Dead para a televisão. A série é baseada nas HQs escritas por Garth Ennis, ilustradas por Steve Dillon e publicadas pelo selo Vertigo, da DC Comics. Lançada em 1995, a história em quadrinhos, voltada para o público adulto, apresenta um misto de sobrenatural, violência, religião e muito humor negro.
Na série Preacher, acompanhamos a história de Jesse Custer, um ex-criminoso que resolve retornar para sua cidade natal (Annville, no Texas) e se tornar pastor para cumprir uma promessa feita ao seu pai, logo antes deste ser cruelmente assassinado. O conflito interno de Jesse tem sido o grande foco da série nos dois primeiros episódios e parece que vamos poder contar com esse elemento no decorrer desta temporada, que contará com 10 episódios.
Jesse, interpretado por Dominic Cooper (o Howard Stark, de Marvel Agent Carter), busca incansavelmente fugir do homem que fora um dia e, para redimir seus próprios pecados, ele agora se dedica a batizar as pessoas, ouvir seus pecados e dar a elas uma esperança de salvação. Além disso, Jesse agora é hospedeiro de uma entidade fugitiva do céu chamada Genesis, a qual confere a ele o poder de fazer com que qualquer um o obedeça.
Conheça um pouco sobre os outros personagens de Preacher:
Cassidy, interpretado por Joe Gilgun (Misfits)
Cassidy é um vampiro irlandês de 119 anos de idade que está em fuga. A primeira cena do vampiro Cassidy é uma das melhores do episódio e já mostra o que podemos esperar do personagem: sangue, sujeira, piadas e pouco ou nenhum pudor. Apesar de ser não ser invencível, Cassidy é imortal, ou seja, ele não fica doente ou envelhece. Além disso, ele possui regeneração, embora ela dependa da ingestão de sangue. Sua única fraqueza parece ser a luz do sol. A atuação de Joe convence, já o sotaque…
Tulipa O'Hare, interpretada por Ruth Negga (Marvel’s Agents of SHIELD)
Tulip também foi muito bem apresentada e, de longe, a melhor coisa do episódio. Apesar de não contar muito sobre seu passado, já sabemos que ela foi namorada de Jesse e parceira de negócios. Uma mulher forte, decidida, emponderada e que sabe muito bem se virar sozinha quando necessário.
Eugene Root / “Arseface”, interpretado por Ian Colletti (Mercy)
Eugene, ou Cara-de-Cu, é um adolescente que teve seu rosto terrivelmente desfigurado após uma tentativa de suicídio. Como é de se esperar de uma pessoa que enfrentou dificuldades tão grandes, Eugene possui muitos questionamentos sobre e Deus. Questionamentos estes que rendem ótimas reflexões para Jesse, que enfrenta sua própria crise de fé.
Fiore (Tom Brooke) e DeBlanc (Anatol Yusef)
Após uma breve introdução aos personagens, descobrimos que Fiore e DeBlanc estão numa missão para recuperar Genesis e que eles já sabem que ela está hospedada em Jesse. Fiore e DeBlanc são membros da Adelphi, uma organização de anjos. A fuga de Gênesis cai sobre os ombros deles, pois a entidade escapou durante seu turno. Agora é a sua responsabilidade trazê-la de volta para o céu.
Saint of Killers (Graham McTavish)
A série ainda não nos apresentou quase nada sobre o misterioso cowboy, mas já tá na cara que ele é o famoso Santo dos Assassinos. O cara é uma lenda! Nos quadrinhos, ele participou da Guerra Civil Americana e do Exército da Confederação, para depois se tornar um caçador de recompensas. Para vingar sua esposa e filha, ele mata toda gangue que o impediu de comprar remédios para sua família, mas antes que pudesse matar o chefe, suas balas acabam. Quando a morte chega e vê a vida que ele levou, o condena ao inferno, mas ele CONGELA o lugar e a Morte, arrependida, o condena a voltar à Terra sob a condição de coletar as almas daqueles que morrem violentamente. Mas, antes de sair, ele mata o Diabo por tê-lo insultado. O Santo possui força e velocidade sobre-humanas; juntamente com uma mira perfeita.
Conclusão
Embora possa parecer um defeito a primeira vista, a AMC escolheu não começar sua história do início, quando o episódio começa, é como se estivéssemos pegando a coisa pela metade. O roteiro não se preocupa em explicar o passado dos personagens logo no começo, mas faz isso com inteligência, aproveitando as deixas nos diálogos. É uma proposta de narrativa ousada, mas que dá certo para quem gosta de séries que instigam o espectador. É preciso um pouco de esforço e paciência para juntar todas as peças, por isso se você prefere uma história mais linear, provavelmente Preacher não é uma série que vá te agradar.
A série também tende a desagradar àqueles com estômago fraco, afinal, é recheada de cenas chocantes e bem trash. O que mais esperar de Preacher? Cenas de ação cheias de adrenalina, sarcasmo e muito humor negro ditam os episódios que, mesmo com uma hora de duração, não ficaram cansativos.
Estreou no dia 16/11 a nova série da AMC, Into the Badlands. Assim como outras séries da emissora, por exemplo The Walking Dead e Fear The Walking Dead, a primeira temporada conta com apenas 6 episódios, por isso decidi fazer esse post, depois de assistir o primeiro episódio, e outro no dia 22/12, com um review completo sobre a temporada.
A série se passa em um centenas de anos no futuro, em um mundo distópico onde a civilização foi destruída e a paz foi restaurada por 7 barões. As armas de fogo foram banidas e cada barão possui um exército de Clippers, soldados treinados para matar e servir ao barão acima de tudo. No primeiro episódio, percebemos que a trama acompanhará a tragetória de Sunny (Daniel Wu), que serve lealmente ao mais temido entre os sete, o barão Quinn (Marton Csokas). Para entender um pouquinho mais sobre a premissa da série, vale a pena conferir o teaser abaixo:
Em Into the Badlands temos os quatro tipos de personagens que costumam aparecer em cenários pós-apocalípticos. Primeiro temos um agente dominador/opressor (os barões, que desfrutam do melhor e impõe seus desejos através da força bruta); os dominados (pessoas que trabalham para os barões como forma de agradecimento por terem acabado com a guerra e em troca de proteção); os rebeldes (nômades que vagam sem rumo e se recusam a servir os barões); e os soldados (os clippers, que juraram lealdade ao seu barão).
Além disso, toda distopia precisa de uma saída, um paraíso, um lugar que pode ou não existir de verdade, mas que é a única esperança dos dominados. Em Into The Badlands esse lugar é chamado Azca, uma cidade onde toda a realidade apresentada nas terras dos barões não passa de um temível pesadelo.
Talvez, devido a última experiência com Eu Sou O Número 4, os criadores Alfred Gough e Miles Millar, tenham optado por inserir um pouquinho de fantasia na história. O adolescente M.K.(Aramis Knight) aparenta ter alguns poderes sobrenaturais, em uma das sequências de luta desse episódio, vemos o garoto se transformar num exímio lutador. Na cena seguinte ele explica para Sunny que ele mesmo não entende esses poderes, que fazem com que toda vez que ele sangre essa personalidade tome conta dele.
Outras questões interessantes que com certeza serão abordadas ao longo dos episódios são assuntos como: a política, questões sociais, poligamia e religião. Contudo, o destaque fica mesmo para as cenas protagonizadas por Daniel Wu.
A é série fisicamente exigente com o elenco, com várias cenas de luta, os atores submeteram-se a um treino intensivo com especialistas em artes marciais. Foram dois meses de treinos, oito horas por dia, cinco dias por semana. Os produtores prometeram ter pelo menos 5 minutos de ação por episódio. No primeiro existem 3 sequências de luta extremamente coreografadas, duas delas com Sunny como protagonista. No segundo teaser, dá pra perceber o peso que as cenas de combate tem:
Para complementar a trama, Sunny vive um drama que envolve sacrifícios pessoais e desejos que conflitam com seu dever junto ao Barão Quinn. O Barão também está passando por problemas, com a saúde debilitada e a ameaça dos demais barões estarem se organizando contra ele. No episódio, somos apresentados a uma baronesa, que recebe o nome de A Viúva (Emily Beecham), por ter matado seu marido e tomado o controle do seu exército. Sabemos que ela está a procura de M.K. por conta de seus poderes.
A fotografia é um personagem por si só e cumpre com o seu papel de delinear os contrastes sociais da série. Por exemplo quando mostra os dormitórios onde ficam os Clippers e o interior do casarão onde vive o Barão. Ou então os “camponeses” sujos trabalhando nos belíssimos campos de papoula.
Além disso, a AMC disponibilizou um quadrinho digital que conta as origens do Barão Quinn. Infelizmente ele só está disponível em inglês, mas a leitura é super tranquila e vale muito a pena! Para quem tiver se interessado pela série, ela é exibida pela AMC aos domingos, após The Walking Dead.
Marvel’s Jessica Jones finalmente estreou e olha, ela causou uma verdadeira comoção por aqui. Foi uma maratona intensa para assistir tudo em um dia só. A produção estreou no dia 20 de Novembro no Netflix e já tem seus 13 episódios disponíveis por lá. A série teve como inspiração a HQ Alias, escrita por Brian Michael Bendis (consultor criativo da série) e desenhada por Michael Gaydos, que teve muitas de suas marcas impressas na abertura.
Esta é a segunda série da Marvel em parceria com o serviço de streaming, criada por Melissa Rosenberg e Liz Friedman, juntamente com Jeph Loeb, após o sucesso absoluto de Demolidor. Jessica Jones é estrelada pela atriz Krysten Ritter, que inclusive estará no Brasil em dezembro para a CCXP 2015 juntamente com David Tennant, que interpreta o vilão Killgrave/Homem Púrpura. O elenco também é acompanhado por: Mike Colter (Luke Cage), Rachael Taylor (Trish Walker), Carrie-AnneMoss (Jeryn Hogarth), Eka Darville (Malcolm), Erin Moriarty (Hope) e Wil Traval (Will Simpson).
A HQ que inspirou a série faz parte do selo Marvel Max, que foi criado em 2001 e consiste numa linha de quadrinhos “proibidos” para menores de idade. As histórias desse selo possuem um conteúdo adulto, explícito, violento e até sexual. Bem diferente dos quadrinhos da Marvel, com heróis de uniformes coloridos. Da mesma forma, Marvel’s Jessica Jones contrasta com o universo cinematográfico da Marvel e posso garantir que o Capitão América teria muito mais problemas aqui do que só os palavrões.
A primeira coisa que precisa ser esclarecida a respeito de JJ é que não se deve esperar por uma espécie de extensão de Daredevil. Apesar de se passar no mesmo bairro de NY, essa não é uma série sobre “fazer de Hell’s Kitchen um lugar melhor”. Nem todo episódio oferece cenas de luta excepcionais e muito menos ela tem uma dupla identidade. A principal diferença entre Daredevil e JJ é que ele quer ser um herói e ela já desistiu disso faz tempo.
Jessica até tentou ser uma super-heroína, a série não mostra muito profundamente o passado dela, mas através de flashbacks vamos entendendo melhor a história de Jessie. Aparentemente ele adquiriu os poderes no acidente de carro que matou seus pais e seu irmão, então ela foi adotada pela família de Patsy Walker (a Felina, que aqui aparece numa versão civil, sem poderes, mas ainda assim muito boa de luta). Jessie então percebe que ela pode usar suas habilidades para fazer a diferença, mas quando decide fazer, acaba chamando a atenção de Zebediah Killgrave.
Não é nem preciso dizer que ele rouba a cena, um personagem brilhantemente assustador feito por David Tennant (Doctor Who). Killgrave também possui poderes, ele consegue manipular as pessoas para seguirem suas ordens. A partir do momento em que ele coloca os olhos nela, Jessica Jones se torna escrava dos desejos e vontades do Homem Púrpura.
Jessica foi obrigada a viver com Zebediah, sendo violada física e psicologicamente por ele. Killgrave fazia com que ela assistisse e participasse de suas crueldades. E o pior do poder dele é que ele faz com que a pessoa sinta que quer muito fazer tudo isso. Extremamente abusivo. Extremamente violento.
Através de vários flashbacks que formam um quebra cabeça, é revelado como Jessie conseguiu se libertar das garras de Killgrave, mas o trauma de ser manipulada ainda a afeta. Marvel’s Jessica Jones é um suspense psicológico e esse trauma é tão intenso que muitas vezes eu mesma me confundia, sem saber se Killgrave estava mesmo perseguindo Jessie ou se eram só alucinações dela por conta do transtorno do estresse pós-traumático (TEPT).
Killgrave se torna mais assustador a medida que percebemos que ele tem poderes para controle da mente, sim, mas que ele poderia fazer aquilo tudo sem eles. Claro que, no caso das HQs, é um poder fantástico, simbólico e com proporções irrealistas. Mas na vida real existem incontáveis Killgraves, que agem de outras formas, mas alcançam um resultado igualmente devastador. Causando dor, humilhação, traumas, depressão e morte. Ou seja, mesmo que Killgrave seja vivido pelo fofíssimo do David Tennant e ele sempre seja o meu 10th em Doctor Who, ele não é o tipo de vilão que se ama odiar. Você simplesmente tem nojo e repulsa.
Durante mais um de seus casos como investigadora particular, Jessica descobre que o pior está acontecendo: Kilgrave está de volta. Não somente testemunhamos a vida dela se transformar num inferno, com a sensação de ser observada e a insegurança de até mesmo atender a porta, mas vivemos isso junto com ela. Mas mesmo traumatizada e com medo, ela decide caçar o Homem Púrpura antes que ele possa machucar mais alguém por causa dela.
Como é de se esperar, tem referências espalhadas por todos os episódios só esperado para serem notadas. Além disso, Marvel’s Jessica Jones mostra uma NY cada vez mais receosa com os “dotados” depois do desastre da batalha travada pelos Vingadores no cinema. Esse tema será abordado novamente em Capitão América: Guerra Civil, e aqui notamos o ambiente ainda mais hostil em relação a pessoas com poderes.
A fotografia é simplesmente fantástica, com cores frias que dão um ar ainda mais sombrio para a série e os tons de violeta, que aparecem toda vez que há perigo iminente. Aliás, acho que essa foi uma ótima aposta, usar o roxo nas roupas do Homem Púrpura e no ambiente ao invés de sua pele. A única coisa que me deixou um pouco desconfiada foi Hell’s Kitchen não parecer a mesma de Daredevil, talvez por que lá a ação aconteça predominantemente a noite, tive essa impressão.
Krysten Ritter se encaixou perfeitamente no papel de Jessica Jones, no começo a escolha gerou muitas dúvidas por conta de suas atuações anteriores, que eram principalmente séries de comédia, por exemplo em Don’t Trust the Bitch in Apartment 23. Mas muito além da atuação, está a importância do papel que ela está vivendo num mundo de heróis masculinos. O mesmo mundo em que a Viúva Negra nem conseguiu uma versão em brinquedo, mesmo fazendo parte oficial dos Vingadores.
Jessica Jones não é uma heroína comum. Ela não desiste dos interesses pessoais. Ela representa uma mulher comum e que está longe de ser perfeita, mas que ao mesmo tempo tenta fazer o que acha que é certo. Ela não depende de ninguém, nem mesmo de Luke Cage, seu interesse amoroso e que eu imaginei ter um papel infinitamente maior na série. Ela tenta afastar todos que ama para protegê-los e conta com pouquíssima ajuda para vencer. Além disso, também chama a atenção a talentosa Carrie-Anne Moss no papel de Jeri Hogart, uma das primeiras personagens gays da Marvel. O papel foi adaptado do original masculino dos quadrinhos: Jeryn Hogarth.
O protagonismo da mulher ainda tem espaço para melhorar nesse e em outros trabalhos do Universo Marvel. Mas por ora, palmas para os responsáveis pela execução desse projeto, que conseguiram majestosamente dar vida à alguém tão complexa quanto Jessica. Espero que o sucesso dessa série incentive a produção de outras séries/filmes de heroínas. Se você ainda não assistiu, confira o trailer depois corra para o Netflix!
Não esqueçam de deixar seus comentários aqui embaixo!
Por indicação do meu pai (sim, nerdice é de família) comecei a assistir o Comic Book Men, traduzido como Maníacos por Comics no Brasil, e tudo que posso dizer é: a série é indispensável pra quem gosta de comics e colecionáveis. A série, que tem estréia da sua 5ª temporada marcada para 18/10, é uma espécie de Trato Feito de coisas nerds.
Uma série não-roteirizada que se passa na famosa loja de quadrinhos de Kevin Smith, a Jay e Silent Bob’s Secret Stash, e mostra o mundo de uma loja de quadrinhos e da cultura nerd. No reality podemos acompanhar as negociações de todas as coisas raríssimas quem entram e saem da loja. Já teve máscara do Batman da série com Adam West, um sabre de luz utilizado em um dos filmes da primeira trilogia, autógrafos e HQs raras que deixam a gente com os olhos brilhando. Os caras já conheceram até uma batcaverna de verdade. A loja também recebe a visita de celebridades como Lou Ferringo, Nichelle Nichols, o lendário George Pérez e até mesmo Stan Lee.
Pra quem não conhece, Kevin Smith é cineasta, ator e roteirista de quadrinhos, além disso também tem uma rede de podcasts. Os filmes de Smith geralmente se passam em Nova Jérsei e são cheios de referências à cultura nerd, principalmente à comics e Star Wars. Smith já foi roteirista de quadrinhos da Marvel (Demolidor: Diabo da Guarda) e DC (Arqueiro Verde: O Espírito da Flecha).
Maníacos por Comics é transmitido no NatGeo no Brasil e é uma produção do canal AMC (mesmo de The Walking Dead) juntamente com a produtora do próprio Kevin Smith, a View Askew Productions.
Então corram para se atualizar, a 5ª temporada estréia mês que vem!
O seriado de televisão iZombie estreou sua 2ª temporada no dia 06/10, como já estava interessada nele desde que foi anunciado, resolvi fazer uma maratona nesse feriado. Como o intervalo entre as temporadas foi bem curto, resolvi não esperar mais e acabar com 19 temporadas atrasadas. Posso dizer que não me arrependi! A temporada de estreia conta com 13 episódios totais e a segunda estréia seu terceiro episódio hoje (13/10).
Agora imaginem minha surpresa ao descobrir que a série era baseada em uma HQ. O seriado foi baseado na história em quadrinhos homônima que foi lançada em 2010. Criada por Chris Roberson e Michael Allred, passou a ser publicada pelo selo Vertigo que pertence a DC Comics, ganhando em 2011 o prêmio Eisner Award como “Melhor Série Nova”.
Mas não adianta querer ler antes de assistir, as duas tem muitas diferenças e podem ser consideradas como dois universos separados.
HQ
As diferenças começam pelo nome da personagem principal: Gwendolyn Dylan, na HQ, e Olivia Moore, na televisão. Nos quadrinhos, já começa com a Gwen zumbi e trabalhando como coveira. Ela foi enterrada e saiu de seu túmulo ao melhor estilo zumbi de cinema. Ela vive sozinha numa cripta e se alimenta uma vez por mês. Gwen tem uma melhor amiga fantasma e um amigo terrier-zomem e de vez em quando o trio se encontra numa lanchonete, onde debatem as visões de Gwen. Com isso, podemos ver que o universo dos quadrinhos não se limita à zumbis, há também outros seres sobrenaturais.
Assim como na série, Gwen também usa suas visões para resolver crimes, com a diferença de que o cérebro que ela comeu fala com ela. O que me lembrou bastante o livro Sangue Quente (que tem uma adaptação cinematográfica chamada “Meu Namorado é um Zumbi”).
A HQ ainda apresenta duas histórias paralelas: uma mostra um grupo de vampiras que usa um parque de paintballcomo fachada para atrair jogadores, pois é muito perigoso se alimentar ao ar livre. É aí que entra a outra história paralela, acompanhando dois caçadores, membros de uma organização secreta dedicada à erradicação de monstros sobrenaturais.
Apesar de parecer uma história boba pra uma HQ da Vertigo, ela surpreende pela trama e pelas reviravoltas que acontecem. O material apresenta temas clássicos de horror, mistério, investigação em uma roupagem moderna, despojada e sob o olhar de uma protagonista feminina jovem, confusa e relacionável.
iZombie foi lançada em Março de 2015 no Brasil pela editora Panini em um encadernado de 136 páginas contendo as edições 1 a 5 de iZombie além de The House of Mystery Halloween Annual #1.
Série
Na série, a história é um pouco diferente e acompanha Liv (acredito que seja uma piada, Liv - Live = vivo, em inglês), uma estudante de Medicina que virou zumbi e agora trabalha como legista, um emprego que serve como uma boa solução para a sua fome insaciável por cérebros. A cada cérebro que ela consome, as memórias daquela pessoa são incorporadas a ela e também a personalidade. Liv trabalha junto com as autoridades para resolver os casos de homicídio usando suas visões.
Liv trabalha no necrotério para conseguir seus cérebros e se manter o mais humana possível, no entanto, ela tem a capacidade de ir full-on zombie, como ela mesma chama. Quando ela entra nesse modo, seu lado zumbi toma conta, tornando-se extremamente fortel e mais faminta do que nunca. Tudo isso acompanhado de assustadores olhos vermelhos.
A emissora The CW tem feito uma boa série apesar de mudarem um pouco a história. Não é uma trama difícil de se adaptar, você se envolve rapidamente com os personagens e principalmente aceita toda a história, apesar de muito bizarra, com facilidade.
Eu simplesmente devorei a série em um fim de semana e estou acompanhando também a HQ agora, então recomendo muito. Vale a pena pra quem curte bastante sarcasmo e humor inteligente.
A série Blindspot teve seu episódio piloto vazado em agosto desse ano (tem se tornado bem comum nas emissoras americanas vazar o primeiro episódio para testar a recepção do público) e estreou de vez em 21 de setembro nos Estados Unidos e em 29 de setembro no Brasil, pelo canal Warner Channel.
Uma misteriosa mulher (vivida pela maravilhosa Jaimie Alexander, mais conhecida por interpretar a asgardiana Sif no Universo Cinemático Marvel) é encontrada em uma mala, completamente nua, em plena Times Square. Com o corpo completamente coberto por misteriosas tatuagens, sem memória de quem é e de como chegou até ali, a única pista clara a primeira vista é o nome do agente do FBI Kurt Weller estampado nas suas costas.
Pessoalmente eu achei as tatuagens maravilhosas, os desenhos e escritas são ótimos e combinam muito entre si, não são simplesmente códigos jogados no corpo dela. Essa característica me lembrou muito de Prison Break, que também tinha todo um trabalho artístico empregado nas tattoos.
Logo temos a introdução do agente Waller (interpretado por Sullivan Stapleton, o Themistocles de 300: A Ascensão do Império) que é levado até onde a misteriosa está. Ela é batizada de Jane Doe (equivalente feminino de John Doe, que poderia ser traduzido como nosso João Ninguém) está fazendo testes e exames médicos e ela tem um tipo de amnésia química total e não se lembra de absolutamente nada.
É desesperador ver Jane ser testada, escaneada, fotografada e interrogada, sem entender e saber sobre nada do que trouxe até aquele ponto onde foi largada na Times Square.
Jane começa a mostrar habilidades que nem ela mesma sabia que tinha e mostra que pode ser uma ferramenta útil, não só por suas tatuagens que são um verdadeiro quebra-cabeça cuja resolução é capaz de parar ataques terroristas e salvar vidas, mas também por suas incríveis habilidades linguísticas e de “combate”.
Em Blindspot é fácil notar que as câmeras tem um imã para os rostos dos atores, o que não é nem um pouco ruim se você reparar nos belos olhos de Jane (eles mudam de cor assim como os do Benedict Cumberbatch!). Outra coisa maravilhosa nesses closes é que você consegue captar toda a emoção na expressão dos personagens.
Os dois primeiros episódios me agradaram muito, espero que os próximos mistérios sejam tão intrigantes quanto. Também espero que a gente comece a descobrir mais sobre os outros personagens, por exemplo a agente Mayfair, responsável pelo caso de Jane, que parece ter algo a esconder.
Blindspot estreia toda terça ás 22h30 no Warner Channel.
A TV de forma geral funciona como uma loteria. Os canais investem num episódio piloto, na esperança de fazer sucesso e caso dê certo eles encomendam mais episódios. E sucesso quer dizer audiência. Então mesmo tendo qualidade, se um piloto não trouxer a audiência desejada, a série pode ser cancelada no primeiro episódio mesmo. Existem ainda os casos onde a séries ganham vários prêmios, mas são canceladas de qualquer forma. Vamos falar de 5 séries passaram por isso:
Pushing Daisies
Apesar do tempo, Pushing Daisies foi cancelada em 2009, ainda não superei o fim dessa série. Classificada com um “conto de fadas forense”, a série conta a história de Ned, um confeiteiro que tem o poder de trazer as pessoas de volta a vida com um simples toque, mas só por um minuto, caso a pessoa fique viva por mais tempo, outra pessoa aleatória morre em seu lugar. Porém nem tudo são flores, se Ned tocar a pessoa pela segunda vez ela morre, dessa vez para sempre. Apesar de ter recebido dezessete indicações ao Emmy, vencendo em sete categorias, Pushing Daisies foi cancelada em sua segunda temporada.
Hannibal
Hannibal, maravilhosa adaptação do livro de Thomas Harris, dispensa apresentações. Apesar de sua fama, a série foi cancelada pela NBC em agosto desse ano. Protagonizada por Mads Mikkelsen, Hannibal surpreendeu ao ser cancelada por ser uma das séries mais ousadas, visualmente falando, da atualidade. Mas nem tudo está perdido, o showrunner Bryan Fuller revelou em entrevista ao que muitos canais mostraram interesse em receber a série! Aliás, Bryan Fuller é o mesmo showrunner de Pushing Daisies.
Constantine
Constantine, série de TV baseada nos quadrinhos de Hellblazer, da DC Comics, foi cancelada pela NBC em maio desse ano. Rumores sobre o cancelamento começaram a aparecer quando a primeira temporada sofreu uma redução de episódios, caindo de 20 para apenas 13. Apesar da grande base de fãs dos quadrinhos, a audiência não foi suficiente para manter o seriado no ar por mais uma temporada. Robert Greenblat, o chefe da divisão de entretenimento da NBC, explicou que o herói é popular “mas não é o Flash nem o Batman, então ele sofre um pouco”. #SaveConstantine
Parallels
Um belo dia de chuva, estava eu procurando pelo Netflix filmes de ficção científica (eu já tinha assistido uns 3 nesse momento) e eis que ele me sugere Parallels. A história acompanha os personagens Ronan e Beatrix, irmãos que são reunidos quando o seu pai misteriosamente desaparece e Harry, vizinho deles. A procura os leva a um prédio que eles descobrem ser um portal para Terras paralelas. Juntamente com outra viajante chamada Polly, Ronan e Beatrix descobrem verdades por trás da história da família e sua ligação com o tal “prédio”.Gostei logo de cara do tema e comecei a assistir. Acontece que na verdade Parallels, produzida pela Fox Digital Studio (projetos para Streaming TV), deveria ser uma série, mas que ficou só no piloto (de 83 minutos) e hoje é exibido como um filme pelo Netflix.
Under The Dome
Provavelmente vou acabar apanhando por conta dessa aqui, a quantidade de seriadores insatisfeitos com Under The Dome é gigantesca. Mas confesso que gostei da série até a 2ª Temporada e apesar das diferenças entre livro, escrito por Stephen King e o seriado, ela me agradava. Até que veio a terceira temporada e eu quis chorar vendo tanta coisa maluca e sem sentido algum. Eles podiam ter feito melhor e dado um series finale digno para o seriado. Em agosto desse ano a CBS cancelou oficialmente a série que contou com 3 temporadas e 39 episódios.
E vocês, quais das suas séries favoritas foram canceladas?